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Em Lisboa, apresento o livro História da Fotografia – Ao Encontro das Imagens (Edições Colibri) no Instituto Português de Fotografia, onde lecciono a cadeira de História da Fotografia. É às 18h00, dia 4 de Dezembro.

Evento de Facebook aqui. Informação na página do IPF aqui.

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Foi um gosto participar na rubrica “Como fazer coisas com palavras”, concebida por Helena Barroso para a Rádio Movimento. O motivo da conversa foi a publicação de História da Fotografia – Ao Encontro das Imagens (Edições Colibri).

A ela e a todos os que fazem parte da estação, o meu agradecimento.

A conversa foi publicada em vídeo aqui [ouça e veja a partir de 1:01:20].

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ABC do Cinema – Uma História dos Conceitos

Resumo: O presente curso – sequela do curso dado em Janeiro e Fevereiro de 2019 – sistematiza quinze grandes conceitos que pontuam a história do cinema. A formação, predominantemente teórica, oferece ferramentas críticas e metodológicas para a análise fílmica e para a construção de uma tese em estudos artísticos. Com vista a uma hermenêutica da imagem,  esta constelação de conceitos não deixará de reflectir problemas actuais, assaz prementes, que estão no centro do debate crítico em cinema, nomeadamente os desafios colocados pelo digital.

Datas: 21 de Janeiro a 5 de Fevereiro | Todas as terças, quartas e quintas, das 18h00 às 21h00 | 30 de Janeiro das 17h00 às 21h00.

Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

Professora Responsável: Professora Doutora Margarida Medeiros.

Formadores:

Carlos Natálio – Com formação em Direito, Cinema e Ciências da Comunicação, tem exercido sobretudo actividade nas áreas da crítica de cinema, programação e investigação. Fundou em 2012 o site de cinema português, À pala de Walsh, do qual é co-editor, e mantém desde 2009 o seu blogue Ordet, onde escreve sobre cinema, cultura contemporânea e arte. É membro da AIM: Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Interessado na relação entre cinema, educação e pedagogia, tem colaborado desde 2015 com a associação Filhos de Lumière. Escreveu em 2016/7, no âmbito do projecto CinEd – European Cinema Education for Youth, os cadernos pedagógicos dedicados a O Sangue, de Pedro Costa e Aniki-Bóbó de Manoel de Oliveira. Em 2017 co-editou o livro O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh. Actualmente colabora ainda no programa europeu de educação para o cinema, Shortcut, centrado no trabalho com curtas-metragens com professores e jovens.

Luís Mendonça – Doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Tem mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, sob orientação do Professor João Mário Grilo. Leccionou  Ensaio Audiovisual – Teoria e Prática Teoria da Fotografia e do Filme na pós-graduação de Estudos Visuais: Fotografia e (Pós) Cinema na NOVA FCSH. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres e workshops concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia em escolas como o Atelier de Lisboa e a NOVA FCSH. Lecciona História da Fotografia no Instituto Português de Fotografia. Escreveu artigos, livros e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar/Vazio (2010). É investigador no ICNOVA da FCSH/NOVA. Estagiou e colabora na área de programação da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

Convidados:

Inês N. Lourenço –  Crítica de cinema do jornal Diário de Notícias, autora do programa semanal “A Grande Ilusão” e da série de programas “Afinidades Electivas – Encontros do Cinema com a Literatura”, ambos na rádio Antena 2. Colabora também na publicação online Metropolis e, pontualmente, no site especializado À pala de Walsh. Concluiu o mestrado em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, na vertente de Cinema e Televisão, foi jornalista do programa Câmara Clara, da RTP2, e estagiou no núcleo de programação da Cinemateca Portuguesa. Tem textos publicados nos livros Paulo Rocha – As Folhas da Cinemateca (edição Cinemateca) e O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra).

José Bértolo – Doutorado em Estudos Comparatistas pela Universidade de Lisboa, com a tese Galeria de Retratos: Figuras da Espectralidade em Manoel de Oliveira e João Pedro Rodrigues (2019). Enquanto investigador do Centro de Estudos Comparatistas da FLUL, tem trabalhado sobretudo nas áreas dos estudos fílmicos, da fotografia e dos estudos interartes, com particular incidência em questões de narrativa, representação e figuração, ontologia e materialidade das imagens. Colaborou como docente de Análise Fílmica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento; editou com Clara Rowland A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015), e com Fernando Guerreiro Morte e Espectralidade nas Artes e na Literatura (Húmus, 2019); e publicou Imagens em Fuga: Os Fantasmas de François Truffaut (Documenta, 2016) e Sobreimpressões: Leituras de Filmes (Documenta, 2019). Desenvolve trabalho como fotógrafo (https://www.josebertolo.com).

Miguel Patrício – É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), onde também terminou o mestrado em Cinema e Televisão com uma dissertação sobre cineastas japoneses dos anos 60 e 70 intitulada “Sístoles e Diástoles: Uma Perspectiva sobre a Art Theatre Guild”. Desde 2007, escreve e dirige palestras sobre cinema japonês. As suas críticas podem ser lidas online, especialmente no site À pala de Walsh e no blogue Último Filme no Universo. Artigos da sua autoria foram publicados em Kiju Yoshida: El cine como destruccíon (Buenos Aires International Independent Film Festival, 2011) ou O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra, 2017). No que diz respeito a palestras, destacam-se as que deu em Guimarães no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura) em 2013, e em Lisboa, no contexto da EAJS (European Association for Japanese Studies) de 2017. Co-fundou o núcleo de programação White Noise e a produtora independente Storylines.

Ricardo Vieira Lisboa – É licenciado e tem mestrado em Matemática Aplicada e Computação (pelo Instituto Superior Técnico) e é também mestre em Cinema na área de Realização e Dramaturgia (pela Escola Superior de Teatro e Cinema) – sendo a sua dissertação intitulada O Restauro Cinematográfico como Recoreografia, o caso de ‘Três Dias sem Deus’ de Bárbara Virgínia. É programador convidado de curtas-metragens no IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema de Lisboa , desde 2013, e crítico de cinema no site À pala de Walsh, que co-fundou e co-edita. Tem produzido comunicações e artigos académicos nas áreas da história do cinema português e do restauro e preservação cinematográfica, assim como organizado programas dedicados aos novos nomes do cinema nacional, nomeadamente na Fundação Calouste Gulbenkian e Reverso – Encontro de autores, artistas e editores, na Sociedade Guilher Cossoul. Como realizador produziu e realizou curtas-metragens experimentais e vídeo-ensaios que foram exibidos em festivais nacionais e internacionais. Em 2019 integrou a equipa de programação da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, na Fundação de Serralves.

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Custo de inscrição: 

160 euros (público em geral), 104 euros (Sócios INATEL e ACP), 110 euros (estudantes, de qualquer grau e estabelecimento de ensino), 120 euros (antigos alunos, da FCSH/NOVA). Os custos de avaliação (facultativos): 20 euros (público em geral), 15 euros (estudantes e antigos alunos). Custo do certificado: 6 euros.

Número máximo de participantes:

30.

ECTS:

2.

Objectivos:

  • Contactar com os pontos fundamentais da história do cinema a partir de alguns dos seus conceitos-chave.
  • Articular criticamente conceitos da história do cinema, sem perder de vista as suas leituras críticas mais contemporâneas.
  • Saber relacionar teoria com a técnica cinematográfica, justapondo conceitos a soluções visuais e sonoras.
  • Aprender a construir um argumento crítico com base nalguns conceitos fundamentais, sugerindo leituras novas que mobilizem investigações futuras.
  • Saber organizar e partilhar pela escrita o pensamento em torno das imagens cinematográficas, dominando, assim, um conjunto de ferramentas de análise fílmica.

Programa:

Dizia Jean-Luc Godard que as imagens são complementos das ideias. O presente curso procura fazer da teoria e da história pontos de contacto com as obras. No sentido desta confluência, propõe-se uma história das ideias, uma abordagem ao cinema a partir de alguns dos conceitos fundamentais que pensam ou fazem pensar as principais alterações estéticas e técnicas que se foram operando desde a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière até aos dias de hoje. Para o entendimento da história do cinema e de uma ontologia da imagem cinematográfica, constitui-se um pensamento crítico que põe em relação e problematiza algumas ideias cristalizadas. O mote é simples: oferecer uma leitura completa da história de alguns dos principais conceitos ligados ao pensamento das imagens cinematográficas, mas sem abdicar de uma perspectiva crítica que repensa algumas ideias feitas.

Trata-se este de um laboratório de ideias que fornece ao aluno uma bateria de conceitos que o ajudarão a moldar o pensamento crítico e científico sobre o cinema, abrindo perspectivas científicas e até artísticas. Baseado na ideia de Deleuze de que toda a filosofia é uma filosofia dos conceitos, este curso assenta num abecedário crítico, fazendo de cada ideia-força o mote para cada aula, que, por sua vez, fará uma articulação permanente entre a ideação e a prática artísticas, conjugando leitura crítica de textos sobre a imagem com exibição de excertos ou filmes inteiros considerados exemplares.

Propõe-se ainda uma chamada ao espaço da aula de bibliografia fresca sobre cada uma das correntes teóricas enunciadas. A leitura desses textos permitirá actualizar as articulações que propomos, entre o que os teóricos, críticos e realizadores (pre)disseram e as transformações que estão hoje em curso.

O nosso abecedário irá incidir sobre os seguintes quinze conceitos-chave, cada um originador de parte de uma aula: Atracções (cinema e montagem das); Autores (política dos); Camp; Cine-olho; Cinefilia; Desktop cinemaDirector’s Cut; Imagem-movimento; Imagem-tempo; Kulechov (efeito); Pillow-shot; Poesia (cinema de); Slow cinema; Sobreimpressão; vérité (cinéma). Das ideias nascem imagens, das imagens nascem ideias. Este vai-e-vem produtivo constitui o fluxo de práticas deste curso.

Bibliografia:

  • AUMONT, Jacques, A Análise do Filme, Lisboa, Texto & Grafia,  2013;
  • AUMONT, Jacques, MARIE, Michel, Dicionário Teórico e Crítico do Cinema, Lisboa, Texto & Grafia, 2008;
  • BAECQUE, Antoine de, CHEVALLIER, Philippe, Dictionnaire de la pensée du cinéma, Paris, Puf, 2012;
  • GRILO, João Mário, As Lições do Cinema: Manual de Filmologia, Lisboa, Edições Colibri, 2008;
  • JOURNOT, Marie-Thérèse, Vocabulário de Cinema, Lisboa, Edições 70, 2005.

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É motivo de grande orgulho ver esta selecção de filmes realizados durante dois cursos livres concebidos por mim e Luís Miguel Correia no programa do Filmville – UK Portuguese Film Festival, na Birkbeck School of Arts, em Londres. Para o “círculo” ser ainda mais perfeito, a sessão será acompanhada por uma apresentação levada a cabo pela Professora Catherine Grant, a “rainha do ensaio audiovisual”, uma das inspirações maiores para nós, professores, e para os alunos.

Quero agradecer à Catherine Grant e, em especial, à Érica Rodrigues pela iniciativa.

Evento aqui.

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Começo amanhã na NOVA FCSH (bloco B1, sala 0.09), no âmbito da Pós-graduação de Estudos Visuais: Fotografia e (Pós) Cinema, as minhas aulas de Teoria da Fotografia e do Filme, unidade curricular que foi iniciada pela Professora Teresa Mendes Flores e que, a partir de agora, todas as quintas-feiras, das 18h00 às 21h00, passa a estar sob minha tutela.

Recordo que ministrei a cadeira de Ensaio Audiovisual – Teoria e Crítica na mesma pós-graduação no passado semestre.

Agradeço à Professora Teresa Mendes Flores e à Professora Margarida Medeiros este convite.

Cartaz Sayonara Cinema ++

É com grande satisfação que anunciamos a abertura, amanhã, dia 5 de Novembro (terça), das 19h30 às 22h30 (como sempre a partir do dia de amanhã até ao dia 10 de Dezembro), no Atelier de Lisboa, do workshop Sayonara Cinema! Mestres da Fotografia e do Cinema no Japão.

A recepção foi muito positiva: chegámos quase ao número máximo de inscritos, sendo que 26 dos 30 lugares destinados à realização destes encontros estão já reservados. Queremos agradecer, desde já, a confiança dos participantes e o empenho do Atelier de Lisboa.

Fazemos notar que as aulas continuam acessíveis a quem quiser assistir a uma aula individual (o preço previsto é 37,50 euros por cada aula de 3 horas). Neste ponto, destacamos as duas sessões ministradas pelas nossas convidadas: as cineastas Maki Satake (por videoconferência no dia 26 de Novembro) e Aya Koretzky (presencial, no dia 10 de Dezembro). As realizadoras falarão sobre e mostrarão o seu trabalho.

Para mais, no dia 5 de Novembro (amanhã), Miguel Patrício dará uma aula subordinada ao tema Yukio Mishima e Eikoh Hosoe: do êxtase dos corpos à mitologia pessoal. No dia 12 de Novembro, irei eu dedicar as três horas ao tema Shomei Tomatsu e Daido Moriyama: do Vivo aos ‘materiais provocadores’ da fotografia do pós-guerra. No dia 19, eu e Miguel Patrício dividimos o dia dedicado a Takuma Nakahira e Masao Adachi: por uma teoria da paisagem. 

No dia 26 de Novembro, para lá da apresentação da realizadora Maki Satake, irei dar uma aula sobre Ontologia da Imagem Fotográfica no século XXI (I): O cinema na fotografia de Hiroshi Sugimoto / Visionamento e discussão de Muybridge’s Strings de Kôji Yamamura.

No dia 3 de Dezembro, eu e Miguel Patrício dividimos a aula com o título Nobuyoshi Araki e Kôji Wakamatsu: fotografia e cinema pink.

No dia 10 de Dezembro, para lá da apresentação da realizadora Aya Koretzky, Miguel Patrício fecha este Sayonara Cinema! com uma sessão dedicada à Ontologia da imagem fotográfica no século XXI (II): Visionamento e discussão de Self and Others de Makoto Satô.

Para inscrições individuais, consulte a página do Atelier de Lisboa aqui.