20228874_10154860882154077_8409190159053706207_n.jpgDelphine Aprisionada de Ricardo Pinto de Magalhães venceu o Prémio Kino Sound Studio para Melhor Realizador da competição Take One! do Curtas Vila do Conde.

O júri que atribuiu esta distinção foi composto por Leonor Teles, Diogo Costa Amarante e Miguel Ramos.

Delphine Aprisionada foi um dos ensaios audiovisuais produzidos no âmbito do Curso Livre O Ensaio Audiovisual e a Escrita sobre Cinema, leccionado por mim e pelo Luís Miguel Correia. Daqui endereço os meus parabéns ao Ricardo por esta estimulante distinção!

Entretanto, o filme está disponível na revista electrónica Esc:ala, parceira do curso.

 

Capa

No próximo sábado, às 18h00, na Livraria Linha de Sombra (livraria da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema), o Carlos Natálio (doutorando na FCSH/NOVA e crítico de cinema no À pala de Walsh), a Inês N. Lourenço (crítica de cinema no Diário de Notícias e no À pala de Walsh) e a Margarida Medeiros (Professora da FCSH/NOVA) vão apresentar o meu livro Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós-Guerra (Edições Colibri).

O evento está online aqui.

nox1_red.jpgNo próximo dia 27 de Junho (terça-feira), na Culturgest, na sala 2, entre as 12h30 e as 14h30, dou uma aula sobre a obra do fotógrafo Jorge Molder associada à exposição aí patente O Fotógrafo Acidental (curadoria de Delfim Sardo). Entrada a 3 euros (dá direito a visita à exposição).

Esta é uma organização a cargo de Bruno Marques do Instituto de História da Arte, cluster Photography and Film Studies, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

Nesta aula, intitulada “Jorge Molder: aparições do eu e do outro”, serão abordados os seguintes assuntos: o âmbito da fotografia do eu, o auto-retrato e a auto-representação, o duplo, a presença fantasmática da Hollywood clássica e a fotografia como ruína.

Reproduzo abaixo a sinopse da aula:

As “figuras de espanto” desta apresentação constam da obra fotográfica de Jorge Molder, em especial, daquele seu lugar onde ganha relevo a dimensão especular e obsessiva da arte do autorretrato. Em Molder acederemos a esse recanto, escuro e aventuroso, onde “Narciso se encontra com Medusa” (Margarida Medeiros, in Fotografia e Narcisismo, p. 109). As fotografias de Molder exercem esta violência: instanciam, na sua “ação”, simultaneamente a presença de um rosto e a figuração de uma personagem que, como escreveu Delfim Sardo em Jorge Molder: O Espelho Duplo (p. 5), sinaliza “áreas de ficção que se relacionam com referências literárias, cinematográficas e artísticas, ou mesmo quotidianas”. O que cita o rosto monumental de Jorge Molder senão a possibilidade de se ser outro na afirmação de si? Nuno Faria (in Jorge Molder: Comportamento Animal, pp. 12 e 13) tornou eloquente a tensão – o jogo? – que aqui se encarna – se encena? Os não-auto-retratos de Molder são trabalhos sobre a “presença enquanto alteridade”. O “eu que é um outro” mergulhado no banho de luz e sombra que faz da vida representação, interpretação, encenação, cinema. Subsidiariamente, e face às fotografias patentes na exposição O Fotógrafo Acidental, especular-se-á sobre o modo como o olhar de Molder mudava quando a sua câmara se virava para uma realidade que não a do seu rosto.

Toda a informação aqui.