Dois eventos organizados por três unidades de investigação da NOVA FCSH, em que consta o ICNOVA, que represento: um colóquio a ter lugar no próximo dia 26, uma quinta-feira, a partir das 09h30, na sala/anfiteatro A209, Colégio Almada Negreiros, Campus de Campolide, e uma Mostra de Ensaios organizada por Ricardo Vieira Lisboa, que acontecerá no dia 27, sexta-feira, às 21h00, no Caleidoscópio.

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No passado dia 12, o À pala de Walsh começou a publicar ensaios que resultaram de um curso livre dado por mim, com Luís Miguel Correia, Fotofilme: A Fotografia como Narrativa Fílmica, e de uma unidade curricular de uma pós-graduação em curso, Estudos Visuais: Fotografia e (Pós) Cinema, designada Ensaio Audiovisual – Teoria e Prática.

Alguns destes ensaios – é o caso do primeiro já publicado – resultaram da aula de montagem colectiva dada por Ricardo Vieira Lisboa, feita com base em sugestões de alunos e que tiveram como única limitação a utilização de imagens de Rear Window de Alfred Hitchcock.

Ao Ricardo, em especial, o meu agradecimento. À Professora Margarida Medeiros, responsável superior destas iniciativas, a minha gratidão pela oportunidade dada. E aos alunos, uma vénia pelo seu esforço e dedicação.

Cartaz Sayonara Cinema ++

(Inscrições aqui)

Título

Sayonara Cinema! 

Mestres da Fotografia e do Cinema no Japão

Caracterização do evento

Série de encontros com artistas e investigadores. Com a exibição exclusiva de um conjunto de filmes inéditos em Portugal.

Local

O Atelier de Lisboa – escola de fotografia vocacionada para o trabalho fotográfico numa perspectiva autoral.

Carga horária e calendário

18 horas total, 6 aulas de 3 horas cada (com intervalo). Horário pós-laboral (19h30-22h30). Todas as terças-feiras, de 5 de Novembro a 10 de Dezembro de 2019. Inscrições até 1 de Novembro.

Custo de inscrição

75 euros.

Número máximo de alunos

30.

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Fotografia de A Hunter (Daido Moriyama, 1972)

Formadores

Luís Mendonça – É doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Tem mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, sob orientação do Professor João Mário Grilo. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres da FCSH/NOVA concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem, destacando-se a participação no colóquio internacional da EAJS (European Association for Japanese Studies) em 2017. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar/Vazio (2010), mostrada na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no festival Panorama. Publicou em 2017 dois livros de cinema, um baseado na sua tese de doutoramento, intitulado Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós-guerra (Edições Colibri), e outro, co-editado por si com Carlos Natálio e Ricardo Vieira Lisboa, intitulado O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra). Este livro resulta do trabalho de mais de cinco anos de edição do site por si co-fundado À pala de Walsh. Em 2019, lançou História da Fotografia: Ao Encontro das Imagens (Edições Colibri).

Miguel Patrício – É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), onde também terminou o mestrado em Cinema e Televisão com uma dissertação sobre cineastas japoneses dos anos 60 e 70 intitulada “Sístoles e Diástoles: Uma Perspectiva sobre a Art Theatre Guild”. Desde 2007, escreve e dirige palestras sobre cinema japonês. As suas críticas podem ser lidas online, especialmente no site À pala de Walsh e no blogue Último Filme no Universo. Artigos da sua autoria foram publicados em Kiju Yoshida: El cine como destruccíon (Buenos Aires International Independent Film Festival, 2011) ou O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra, 2017). No que diz respeito a palestras, destacam-se as que deu em Guimarães no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura) em 2013, e em Lisboa, no contexto da EAJS (European Association for Japanese Studies) de 2017. Co-fundou o núcleo de programação White Noise e a produtora independente Storylines.

Fotografia Marion Palace, Ohio (Hiroshi Sugimoto, 1980)

Fotografia Marion Palace, Ohio (Hiroshi Sugimoto, 1980)

Convidadas

Aya Koretzky – Nasceu em Tóquio, Japão, em 1983. Vive e trabalha em Lisboa. Em 2006 licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Em 2011 frequenta o primeiro ano de Mestrado em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e em 2013 conclui o Mestrado em Cinema na Universidade de Sorbonne Nouvelle, Paris 3, como Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Desde 2006, colabora com vários realizadores em filmes de ficção e documentários. Realizou Yama No Anata (2011, 60’) que estreou em sala em Lisboa e no Porto depois de ter sido premiado como Melhor Longa-Metragem no DocLisboa, em Santa Maria da Feira e em Curitiba, entre vários outros prémios, e A Volta ao Mundo Quanto Tinhas 30 Anos  (2018, 111’), com estréia mundial em DocLisboa, recebeu Prémio Teenage para melhor documentário no Porto/Post/Doc, Bright Future Award para melhor filme em Roterdão e Peter Liechti Prize em Bildrausch Filmfest Basel.

Maki Satake (por videoconferência desde o Japão)- Bacharela em Artes no curso de Arte e Cultura da Universidade de Educação de Hokkaido e mestre em Educação no curso de Belas Artes pela mesma Universidade. Realizadora de várias galardoadas curtas-metragens – destacam-se Interval (2005), Vestige of Life (2009), Toyokoro (2012) e mais recentemente Reminiscences (2017) – que exploram a ligação intimista entre video e fotografia e a contaminação de um registo pelo outro. Segundo a própria: “Eu perscruto o mundo no interstício do registo e das memórias.”Desde 2003, organiza instalações vídeo que reflectem essas mesmas preocupações. Em 2018, foi jurada do 2 Minutes Short Film Award no 31º Stuttgarter Filmwinter.

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Still do filme Yûkoku (Yukio Mishima, 1966)

Apresentação

 Este workshop procura traçar criticamente uma história da relação da fotografia com o cinema no Japão, no período que vai da Segunda Guerra Mundial aos dias de hoje. O workshop dá a estudar autores pouco – ou não completamente bem – representados na historiografia “oficial” do cinema e da fotografia.

Da fotografia para o cinema, do cinema para a fotografia, procuraremos isolar – para expandir – a originalidade do caso japonês, com o intuito de, numa segunda instância, iluminarmos contiguidades interessantes com o cinema e a fotografia “ocidentais”, ampliando e diversificando a família das nossas referências.

Este workshop foi gizado e é conduzido por dois especialistas na área do cinema, da fotografia e da cultura japonesa. As sessões baseiam-se sempre numa articulação original entre a exposição crítica de saberes e a exibição devidamente contextualizada de filmes do cinema japonês, alguns deles inéditos em Portugal, que problematizam a sua “precedência fotográfica”.

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Fotografia de Sentimental Journey (Nobuyoshi Araki, 1971)

O conteúdo dos encontros respeita os seguintes pontos:

1. Yukio Mishima e Eikoh Hosoe: do êxtase dos corpos à mitologia pessoal

2. Shomei Tomatsu e Daido Moriyama: do Vivo aos ‘materiais provocadores’ da fotografia do pós-guerra

3. Takuma Nakahira e Masao Adachi: por uma teoria da paisagem

4. Nobuyoshi Araki e Kôji Wakamatsu: fotografia e cinema pink

5. O cinema na fotografia de Hiroshi Sugimoto e a ontologia da imagem fotográfica no século XXI

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Still de Vestige of Life (Maki Satake, 2009)

Bibliografia geral

  • BARTHES, Roland, A câmara clara, Lisboa, Edições 70, 2008;
  • BELLOUR, Raymond, Between-the-Images, Zurique e Dijon, JRP|Ringier & Les Presses du Réel, 2012;
  • CAMPANY, David, Photography and Cinema, Londres, Reaktion Books, 2008;
  • RICHIE, Donald, A Hundred Years of Japanese Film: A Concise History with a Selective Guide to DVDs and Videos, Tóquio/Nova Iorque/Londres, Kodansha International, 2005;
  • SAS, Miryam, Arts in Postwar Japan: Moments of Encounter, Engagement, and Imagined Return, Cambridge, Harvard University, Asia Center, 2011;
  • SONTAG, Susan, Ensaios sobre Fotografia, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1986;
  • TUCKER, Anne Wilkes et al., The History of Japanese Photography, Houston, Yale University Press, 2003;
  • VARTANIAN, Ivan, KANEKO, Ryuichi, Japanese Photobooks of the 1960s and 70s, Nova Iorque, Aperture, 2009.

(Inscrições aqui)

 

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São duas casas para mim e a elas me vinculo agora de modo mais sério. Na sequência de uma candidatura a uma suscitação pública, fui escolhido para leccionar o seminário de Documentário da NOVA FCSH –  faculdade onde tirei mestrado e doutoramento – no segundo semestre do ano lectivo que se inicia agora, em Setembro. Encaro como uma honra e com um sentimento de elevada responsabilidade suceder a um Professor, José Manuel Costa, que me é muito caro, que marcou várias gerações de alunos durante 30 anos – eu fui apenas um deles.

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No final deste mês inicio uma colaboração na área da programação da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Em 2012, estagiei na mesma área e, desde aí, várias vezes regressei a esta casa, com algumas colaborações esporádicas que muito me honraram, destacando-se a apresentação da minha investigação doutoral em 14 de Janeiro de 2015 na rubrica Intervalo para o Conhecimento. Publiquei no site da Cinemateca o texto «Trafic e a herança Daney» em Maio de 2018. Em Fevereiro deste ano apresentei dois vídeo-ensaios numa sessão colectiva na sala Luís de Pina. No já longínquo ano de 2010 havia apresentado a curta-metragem Lugar/Vazio na sala Félix Ribeiro. Este havia sido o trabalho final do seminário de Documentário da NOVA FCSH, precisamente dado pelo Professor José Manuel Costa. Sinto, portanto, que uma casa complementa a outra: a sala de aula enforma a de cinema e vice-versa. Estou grato a todos os que tornam possível a persistência destes cenários na minha vida.

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Bruno Victorino frequentou o curso que ministrei entre 22 de Janeiro e 6 de Fevereiro deste ano, na companhia dos Professores Carlos Natálio, José Bértolo, Miguel Patrício e Sérgio Dias Branco e de uma série de convidados-surpresa.

Generosamente, o aluno, também crítico de cinema, registou e tornou pública uma lista com todos os títulos cinematográficos referidos durante as aulas.

Com um agradecimento especial ao Bruno, partilho aqui essa lista.