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Monthly Archives: Maio 2012


Amanhã (dia 18), terá lugar na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema o lançamento do livro Ermanno Olmi. Uma excêntrica normalidade, editado pelo Francesco Giarrusso, e onde se contam, na secção Perspectivas, os ensaios de autores como Jonathan Rosenbaum, José Manuel Costa, Chris Fujiwara, João Lopes, Kent Jones, Adriano Aprà, Gian Piero Brunetta. Na secção Vozes & Palavras, são publicados testemunhos de Rutger Hauer, Tullio Kezich, entre outros. O meu texto “Ermanno Olmi ou o Amor como Conceito Laboral” vem publicado na secção Perspectivas.

O livro vai ser lançado – e posto à venda – antes da sessão das 19h30, que mostrará “Cantando por Detrás das Cortinas”, o último filme de Ermanno Olmi a ter lançamento comercial no nosso país.

Seminário Questões de Estética organizado pelo Instituto de Filosofia da Linguagem (IFL), FCSH-UNL, Lisboa, 19 de Abril 2012.

Em complemento, seguiu-se, na mesma sessão, a intervenção de Francesco Giarrusso intitulada “O Aparelho Citacional Enquanto Imagem-Brinquedo”.

Abstract:

Flusser define o aparelho fotográfico como brinquedo e, com este conceito, parece lançar as bases da sua análise desse in-between fenomenológico que separa o homem das imagens que, por um processo mecânico e químico, este regista e revela do mundo. Flusser, que dominava a língua portuguesa, prefere falar de brincadeira no lugar de jogo, distinção pouco ou nada trabalhada no domínio da antropologia (Caillois) ou da semiologia (Eco), mas que autores como Benjamin – mesmo não falando português – já intuíam.

Esta putativa diferença, que distingue jogo de brincadeira, parece-nos útil à discussão que, nos anos 60, Pasolini inaugura em torno da concepção do cinema como língua (game + play) versus a concepção do cinema como linguagem sem código (play que gera game). Iremos defender que Pasolini inscreve a batalha da modernidade cinematográfica no núcleo da brincadeira pura, a partir do qual se irá dar a profanação do dispositivo clássico (Agamben). Achamos que esta constituição mútua, entre o jogo e a brincadeira, pode ser melhor entendida pela forma como a figura retórica da citação se dispõe no cinema moderno como imagem-brinquedo. (…)

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© Luís Mendonça