Aula sobre Jorge Molder na Culturgest

nox1_red.jpgNo próximo dia 27 de Junho (terça-feira), na Culturgest, na sala 2, entre as 12h30 e as 14h30, dou uma aula sobre a obra do fotógrafo Jorge Molder associada à exposição aí patente O Fotógrafo Acidental (curadoria de Delfim Sardo). Entrada a 3 euros (dá direito a visita à exposição).

Esta é uma organização a cargo de Bruno Marques do Instituto de História da Arte, cluster Photography and Film Studies, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

Nesta aula, intitulada “Jorge Molder: aparições do eu e do outro”, serão abordados os seguintes assuntos: o âmbito da fotografia do eu, o auto-retrato e a auto-representação, o duplo, a presença fantasmática da Hollywood clássica e a fotografia como ruína.

Reproduzo abaixo a sinopse da aula:

As “figuras de espanto” desta apresentação constam da obra fotográfica de Jorge Molder, em especial, daquele seu lugar onde ganha relevo a dimensão especular e obsessiva da arte do autorretrato. Em Molder acederemos a esse recanto, escuro e aventuroso, onde “Narciso se encontra com Medusa” (Margarida Medeiros, in Fotografia e Narcisismo, p. 109). As fotografias de Molder exercem esta violência: instanciam, na sua “ação”, simultaneamente a presença de um rosto e a figuração de uma personagem que, como escreveu Delfim Sardo em Jorge Molder: O Espelho Duplo (p. 5), sinaliza “áreas de ficção que se relacionam com referências literárias, cinematográficas e artísticas, ou mesmo quotidianas”. O que cita o rosto monumental de Jorge Molder senão a possibilidade de se ser outro na afirmação de si? Nuno Faria (in Jorge Molder: Comportamento Animal, pp. 12 e 13) tornou eloquente a tensão – o jogo? – que aqui se encarna – se encena? Os não-auto-retratos de Molder são trabalhos sobre a “presença enquanto alteridade”. O “eu que é um outro” mergulhado no banho de luz e sombra que faz da vida representação, interpretação, encenação, cinema. Subsidiariamente, e face às fotografias patentes na exposição O Fotógrafo Acidental, especular-se-á sobre o modo como o olhar de Molder mudava quando a sua câmara se virava para uma realidade que não a do seu rosto.

Toda a informação aqui.

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