Curso Atelier de Lisboa: Fotografia em Movimento

cartaz

(Inscrições aqui)

Título

Fotografia em Movimento

Local

Atelier de Lisboa – escola de fotografia vocacionada para o trabalho fotográfico numa perspectiva autoral.

Carga horário e calendário 

De 29 de Novembro a 7 de Fevereiro.
Todas as quintas-feiras das 19h30 às 22h30 (horário pós-laboral). Interrupção nos dias 20 e 27 de Dezembro.

Custo de inscrição

Público em geral: 190 euros. Consulte modalidades de pagamento aqui. Inscrições até dia 25 de Novembro.

Número máximo de alunos:

25.

David Lynch ‘Small Stories’ series.jpg

Small Stories (2014) de David Lynch

Formador

Luís Mendonça – É doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Tem mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, sob orientação do Professor João Mário Grilo. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres da FCSH/NOVA concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar/Vazio (2010), mostrada na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no festival Panorama. Publicou em 2017 dois livros de cinema, um baseado na sua tese de doutoramento, intitulado Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós-guerra (Edições Colibri), e outro, co-editado por si com Carlos Natálio e Ricardo Vieira Lisboa, intitulado O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra). Este livro resulta do trabalho de mais de cinco anos de edição do site por si co-fundado À pala de Walsh.

Convidados

Adriana Molder Nasceu em Lisboa em 1975. Vive e trabalha em Berlim e em Lisboa. Em 2003 recebeu o prémio revelação CELPA/Vieira da Silva e em 2007 o  Herbert Zapp Preis für Junge Kunst (prémio jovem artista).Foi artista residente do programa internacional da Künstlerhaus Bethanien, em Berlim, 2006/2007. Em 2013 o seu trabalho de desenho foi seleccionado para o livroVitamin D2 New Perspectives on Drawing, Phaidon, 2013. Expõe regularmente desde 2002, entre as exposições individuais destacam-se: Todas as Fotografias do Ford, Projecto Travessa da Ermida, Lisboa (2018), Jardimdossos, Carpe Diem, Lisboa (2016), Old Red Tin Box, Donopoulos IFA, Thessaloniki (2015), The Light in the Heart, Art Plural Gallery, Singapura (2014), Banho de Sangue, MACE, Elvas (2013), A Dama Pé-de-Cabra- Paula Rego e Adriana Molder, Casa da Histórias, Cascais (2012), En la Casa del León, Galería Oliva Arauna, Madrid (2011), Winter Was Hard, Beck & Eggeling new quarters, Düsseldorf,Bones in a Box, Bartha & Senarclens, Singapura (2010), V, Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Lisboa (2008), Der Traumdeuter, Künstlerhaus Bethanien, Berlim, A Madrugada de Wilhelm e Leopoldine, Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2007). Hôtel,  Frühsorge – Galerie für Zeichnung, Berlim (2006), Câmara de Gelo, Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo, Sintra (2002). O seu trabalho está representado em várias colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro, tais como: Colecção Berardo, Colecção António Cachola, Fundação EDP, Fundació Sorigue ou Kupferstichkabinett-Staatliche Museen zu Berlin.

Mariana Castro – Nasceu em Portugal em 1986. Fotógrafa e realizadora. Licenciou-se em Cinema (ESTC, Lisboa), Mestre em Filosofia, Estética (FCSH) com a orientação de Maria Filomena Molder. Desenvolve investigação em Fotografia associada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou cursos livres de Fotografia e Cinema, sob orientação de Margarida Medeiros. Como realizadora, ganhou prémios com o seu documentário Imemória (2009) e com Encontro (filme composto por fotografias, 2011) que percorreu festivais de cinema nacionais e internacionais. Convidada para filmar na FDU (Belgrado, Sérvia, 2008) e para realizar no Festival Up-and-Coming (Hannover, Alemanha, 2011). Foi a artista convidada a realizar e expor um vídeo, em co-realização com Sílvio Santana, no contexto da exposição Narrativa de uma colecção do MNAC. Expõe fotografia desde 2010 e tem trabalhos fotográficos premiados. O seu trabalho fotográfico EXT INT, esteve exposto em Lisboa em Março de 2017, a sua série Interiorsexposta em eventos e no festival New Art Fest’17 no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) Lisboa, Nov.2017.

Miguel Patrício – É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), onde também terminou o mestrado em Cinema e Televisão com uma dissertação sobre cineastas japoneses dos anos 60 e 70 intitulada “Sístoles e Diástoles: Uma Perspectiva sobre a Art Theatre Guild”. Desde 2007, escreve e dirige palestras sobre cinema japonês. As suas críticas podem ser lidas online, especialmente no site À pala de Walsh e no blogue Último Filme no Universo. Artigos da sua autoria foram publicados em Kiju Yoshida: El cine como destruccíon (Buenos Aires International Independent Film Festival, 2011) ou O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra, 2017). No que diz respeito a palestras, destacam-se as que deu em Guimarães no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura) em 2013, e em Lisboa, no contexto da EAJS (European Association for Japanese Studies) de 2017. Co-fundou o núcleo de programação White Noise e a produtora independente Storylines.

William Eggleston Memphis c. 1969.jpg

Sem título (1969) de William Eggleston


Objectivos

  • Fazer a história da relação entre fotografia e cinema no século XX.
  • Descodificar as influências da fotografia no cinema e do cinema a fotografia.
  • Investigar a especificidade proporcionada por cada medium.
  • Pensar o papel da imobilidade e da mobilidade nas fotografias e no cinema.
  • Promover a reflexão sobre a interferência de espaço e lugar na produção fotográfica/cinematográfica.
  • Problematizar a fotografia nas fronteiras entre a acção cívica e política, a prática jornalística e a criação artística.
  • Fornecer instrumentos de análise da relação da fotografia com o cinema, da fotografia no cinema e do cinema na fotografia.

(Inscrições aqui)

Programa

Is photography an art? Or just a bastard, an abortion of cinema? Noël (Burch) says when he looks at a beautiful photograph, he thinks: Damn you, why don’t you move?

Susan Sontag, in As Consciousness Is Harnessed to Flesh: Journals and Notebooks, 1964-1980

O curso Fotografia em Movimento procura traçar a história dessa relação, que Agnès Varda apelidou de “incestuosa”, entre fotografia e cinema ao longo do século XX, começando pelas vanguardas artísticas, passando pela relação da fotografia com o jornalismo e a política e terminando na afirmação da fotografia enquanto bela-arte. Cerca de 90 anos de história atravessam o conjunto dos estudos de caso reunidos neste programa, que pretende chamar à luz um espaço de fronteira ainda pouco estudado tanto nas histórias do cinema como da fotografia.

As aulas serão laboratórios de ideias, articulando exposição de saberes com exibição das obras invocadas. Fotografias e filmes serão a matéria-prima da nossa análise e discussão, num regime aberto onde as ideias são testadas a partir e no sentido da prática artística. Para promover esta aproximação táctil às obras, os participantes poderão ainda consultar, ao longo do curso, as diversas obras existentes na biblioteca do Atelier de Lisboa.

  1. As vanguardas artísticas de Marcel Duchamp, Man Ray e László Moholy-Nagy

Livro: Camera Works: Photography and the Twentieth-Century Word (2005) de Michael North

Filmes: Anemic Cinema (1926) de Marcel Duchamp, Le Retour A La Raison (1923) de Man Ray e Lightplay Black-White-Gray (1930) de László Moholy-Nagy

  1. A câmara engajada e transfronteiriça de Paul Strand

Livro: Paul Strand: Essays on His Life and Work (1991) de Maren Stange (editora)

Filmes: Redes (1936) de Emilio Gómez Muriel e Fred Zinnemann e Native Land (1942) de Leo Hurwitz e Paul Strand

  1. punchda reportagem fotográfica em Stanley Kubrick

Livro: Stanley Kubrick at Look Magazine: Authorship and Genre in Photojournalism and Film (2013) de Philippe Mather

Filme: Day of the Fight (1951) e Killer’s Kiss (1955) de Stanley Kubrick

  1. O olhar cândido da cidade e da criança em Engel, Orkin e Levitt

Livro: Outside: Quand La Photographie S’Empare Du Cinéma/From Street Photography to Filmmakingde Stefan Cornic (editor)

Filmes: Little Fugitive (1952) de Morris Engel, Ruth Orkin e Ray Ashley e In the Street (1946-1952) de Helen Levitt, Janice Loeb e James Agee

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Circus (1948) de Stanley Kubrick

  1. Os anos beat e a América em movimento de Robert Frank

Livro: Robert Frank (1991), catálogo da Cinemateca Portuguese – Museu do Cinema

Filme: Pull My Daisy (1959) de Robert Frank e Alfred Leslie

  1. A Nova Iorque calórica e os tiros coléricos de William Klein

Livro: Life is Good & Good for You in New Yorkphoto book de William Klein publicado originalmente em 1956

Filme: Broadway by Light (1958) e Qui êtes-vous, Polly Maggoo? (1966) de William Klein

  1. Nouvelle Vague: memória e melancolia na Rive Gauche

Livro: La Jetée: ciné-roman (1992) de Chris Marker e Bruce Mau

Filmes: La Jetée (1962) de Chris Marker e Ulysse (1982) de Agnès Varda

  1. Wim Wenders e a dimensão do território

Livro: The Logic of Images: Essays and Conversations (1992) de Wim Wenders

Filme: Kings of the Road (1976) de Wim Wenders

  1. O mundo do eu em Raymond Depardon e Hervé Guibert

Livro: Image fantôme (1981) de Hervé Guibert

Filme: Les années déclic (1984) de Raymond Depardon e La pudeur ou l’impudeur (1992) de Hervé Guibert

  1. Sophie Calle e Nan Goldin para filmar no feminino

Livro: The Ballad of Sexual Dependency (1986) de Nan Goldin

Filmes: No sex last night (1996) de Sophie Calle e I’ll be your mirror (1996) de Nan Goldin

  1. Cindy Sherman e Alex Prager: recriar o cinema

Livro: The Complete Untitled Film Stills (2003) de Cindy Sherman

Filmes: Doll Clothes (1975) e Office Killer (1997) de Cindy Sherman e La grande sortie (2015) de Alex Prager

  1. O sonho americano ou o triunfo da banalidade por William Eggleston e David Lynch

Livro: William Eggleston: Democratic Camera: Photographs and Video, 1961-2008(2008) de V.A.

Filmes: Stranded in Canton (1973-2005) de William Eggleston e Blue Velvet (1986) de David Lynch

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The Ballad of Sexual Dependency (1986) de Nan Goldin

Bibliografia geral

  • BARTHES, Roland, A câmara clara, Lisboa, Edições 70, 2008;
  • BELLOUR, Raymond, Between-the-Images, Zurique e Dijon, JRP|Ringier & Les Presses du Réel, 2012;
  • CAMPANY, David (editor), The Cinematic, Londres, Whitechapel Gallery, MIT Press, 2007;
  • CAMPANY, David, Photography and Cinema, Londres, Reaktion Books, 2008;
  • KRACAUER, Siegfried, The Past’s Threshold – Essays on Photography, Zurique, Diaphanes, 2014;
  • MAH, Sérgio, A fotografia e o privilégio de um olhar moderno, Lisboa, Colibri, 2003;
  • MEDEIROS, Margarida, Fotografia e Narcisismo, Lisboa, Assírio & Alvim, 2000;
  • SONTAG, Susan, Ensaios sobre Fotografia, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1986.

(Inscrições aqui)

 

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