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Faço parte do júri da competição nacional (que começa hoje) do festival interuniversitário, sediado na NOVA FCSH, CINENOVA. Estou na excelente companhia da Professora Teresa Castro e da co-directora do DocLisboa Joana Gusmão. Mais informações aqui.

87196571_10157238658169624_2569478182130417664_oA partir do minuto 07:20, na sua rubrica da Antena 3, A Grande Ilusão, Inês N. Lourenço destaca o double bill do próximo sábado (às 15h30) na Cinemateca Portuguesa: The Band Wagon de Vincente Minnelli seguido de Tokyo Drifter de Seijun Suzuki (estreia na Cinemateca). Sobre a sessão, por favor, consulte este link.

(Da série) Não tem que me contar seja o que for, Jorge Molder, 2006-7.

Começo hoje (18h-21h, Torre B, Auditório 3) a dar, em substituição da Professora Margarida Medeiros, a unidade curricular Fotografia e Cinema no âmbito dos cursos de mestrado em Antropologia, em Ciências da Comunicação e em Estética e Estudos Artísticos.

Publico de seguida a apresentação desta unidade curricular:

Programa:

A presente unidade curricular privilegia o cinema como suporte de reflexão dos temas maiores da fotografia, reunindo uma constelação de casos de estudo em que a ontologia da imagem fotográfica é levada a jogo no plano cinematográfico. Temas como a morte, a realidade, o retrato, o arquivo, o tempo e a história são explorados mediante a possibilidade de um pensamento eminentemente (do) fotográfico.

1. Escrita sobre cinema e fotografia: a forma ensaio segundo Adorno.

2. Fotografia e cinema: uma breve história.

3. O fotográfico e a Nouvelle Vague.

4. Configurações do tempo e do espaço.

5. Fotografia e morte.

6. Recordação, arquivo e retrato.

7. Câmara histórica.

 

Método e Avaliação:

As aulas baseiam-se num diálogo permanente entre fotografia e cinema, pondo em evidência as principais correntes de pensamento – uma historiografia das ideias – ao longo do século XIX, XX e XXI. Fotografias e excertos de filmes ilustrarão o vasto corpus teórico. A apresentação dos argumentos, pontuada por debates sobre textos fundamentais*, terá sempre em vista conferir ao estudante ferramentas analíticas destinadas ao exercício de escrita final, que deve incidir sobre uma fotografia ou still. Esta escrita a partir das imagens será o principal objecto de avaliação a par da participação do estudante nas aulas.

 

Bibliografia:

BARTHES, Roland, A câmara clara, Lisboa, Edições 70, 2008;

BARTHES, Roland, O Óbvio e o Obtuso, Lisboa, Edições 70, 1984;

BELLOUR, Raymond, Between-the-Images, Zurique e Dijon, JRP|Ringier & Les Presses du Réel, 2012;

CAMPANY, David, Photography and Cinema, Londres, Reaktion Books, 2008;

DE BAECQUE, Antoine, Camera Historica, Nova Iorque, Columbia University Press, 2012;

KRACAUER, Siegfried, The Past’s Threshold – Essays on Photography, Zurique, Diaphanes, 2014;

MAH, Sérgio, A fotografia e o privilégio de um olhar moderno, Lisboa, Colibri, 2003;

MEDEIROS, Margarida, Fotografia e Verdade: uma história de fantasmas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010;

SCHEFER, Jean Louis, The Ordinary Man of Cinema, Nova Iorque, Semiotext(e), 2016.

 

* – The Ordinary Man of Cinema de Jean Louis Schefer e «O Terceiro Sentido» de Roland Barthes.

Acresce este ensaio sobre La Jetée de Chris Marker também por Jean Louis Schefer.

É um prazer, uma honra e encaro como uma grande responsabilidade assumir a leccionação de Documentário na NOVA FCSH, depois de esta unidade curricular de mestrado ter sido brilhantemente tutelada pelo Professor José Manuel Costa ao longo de trinta anos e ter marcado várias gerações de alunos, entre os quais eu próprio.

É no próximo dia 13 de Fevereiro, uma quinta-feira, entre as 18h00 e 21h00, no Auditório 3 da Torre B, que tem início este estimulante e exigente desafio. Ao meu lado, nesta aula de apresentação, estará a formadora Sara Esteves, a nova coordenadora do Laboratório de Edição Digital da NOVA FCSH e elemento muito importante na condução dos trabalhos deste seminário.

O conteúdo desta unidade curricular (objectivos, programa, bibliografia e avaliação) pode ser consultado aqui.

Daqui envio um agradecimento especial ao eterno Professor, José Manuel Costa. E aos Professores João Mário Grilo, Paulo Filipe Monteiro, Maria Irene Aparício e Margarida Medeiros. Muito obrigado pela confiança.

Cartaz ABC do Cinema++

Começa amanhã (dia 21 de Janeiro) a segunda edição do Curso Livre ABC do Cinema – Uma História dos Conceitos. A turma, composta por 18 alunos (se a sua inscrição não foi confirmada, é favor contactar os serviços da Faculdade: clk.flv@fcsh.unl.pt ), participa assim numa sessão, iniciada às 18h00 da sala T13, Torre B, Piso 3 da NOVA FCSH, dedicada à apresentação dos docentes e professores convidados, seguida de uma aula subordinada ao primeiro conceito, “Atracções (cinema e montagem das)”.

Segue a lista de conceitos e respectivos professores (a negrito, sublinho as aulas dadas pelos nossos convidados):

  1. Atracções (cinema e montagem das) por Carlos Natálio;
  2. Autores (política dos) por Luís Mendonça;
  3. Camp por Carlos Natálio;
  4. Cine-olho por Luís Mendonça;
  5. Cinefilia por Carlos Natálio;
  6. Desktop cinema por Carlos Natálio;
  7. Director’s Cut por Ricardo Vieira Lisboa;
  8. Imagem-movimento por Carlos Natálio;
  9. Imagem-tempo por Luís Mendonça;
  10. Kulechov (efeito de) por Luís Mendonça;
  11. Pillow-shot por Miguel Patrício;
  12. Poesia (cinema de) por Inês N. Lourenço;
  13. Slow cinema por Carlos Natálio;
  14. Sobreimpressão por José Bértolo;
  15. Vérité (cinéma) por Luís Mendonça.

Todas as informações sobre o curso aqui.

Prince-of-Darkness-4

Programa de Fevereiro da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema com 5 double bills – como sempre programados para os sábados do mês – que me são muito especiais. Em certa medida, contam a história da minha relação afectiva com o cinema, desde os primórdios da cultura cinéfila VHS e dos videoclubes até à maturidade associada à era dos DVDs importados e sessões da Cinemateca. Espero que gostem e possam desfrutar.

Fui entrevistado para a revista Gerador, número 29. O resultado dessa entrevista pode ser lido, nas passagens seleccionadas, no artigo «Cinema Documental Português: Um Olhar sobre o Espelho da Realidade?», escrito a várias mãos, por Andreia Monteiro, Carolina Franco e Ricardo Ramos Gonçalves. Agradeço a todos, mas muito especialmente ao Ricardo Ramos Gonçalves, com quem me correspondi por e-mail para este efeito.