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Tag Archives: Carlos Natálio

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Bruno Victorino frequentou o curso que ministrei entre 22 de Janeiro e 6 de Fevereiro deste ano, na companhia dos Professores Carlos Natálio, José Bértolo, Miguel Patrício e Sérgio Dias Branco e de uma série de convidados-surpresa.

Generosamente, o aluno, também crítico de cinema, registou e tornou pública uma lista com todos os títulos cinematográficos referidos durante as aulas.

Com um agradecimento especial ao Bruno, partilho aqui essa lista.

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les_carabiniers_movie_sceneO Curso Livre ABC do Cinema – Uma História dos Conceitos começa esta terça-feira, às 18h00, na sala T15 (Torre B, 3.º piso) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Este Curso passará a pente fino quinze conceitos-chave da história do cinema, de “Atracções (cinema e montagem das)” a “Videoclipe”. As aulas serão dadas por mim e pelos meus convidados, por ordem de aparição: Carlos Natálio (já esta terça, para o conceito de “Atracções”), José Bértolo (“Fotogenia”), Miguel Patrício (“Pillow Shot”) e Sérgio Dias Branco (“Videoclipe”).

Além desta equipa de professores, estão confirmadas outras participações, mais pontuais, que irão complementar as minhas aulas: Anastasia Lukovnikova (recém-mestre pela FCSH/NOVA com uma dissertação sobre o documentário na primeira pessoa), Francisco Rocha (cinéfilo que administra o blogue My Two Thousand Movies), Afonso Mota (um dos mais promissores jovens realizadores do panorama nacional) e Ricardo Pinto de Magalhães (um premiado vídeo-ensaísta).

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É motivo de orgulho saber que mais um curso que organizo esgota as suas inscrições. Na realidade, tal como aconteceu com o curso Fotofilme, a procura foi tanta que alguns interessados ficaram em lista de espera. O presente curso, ABC do Cinema – Uma História dos Conceitos, terá ao todo 32 alunos, incluindo 2 para lá do limite estipulado, algo só possível graças à garantia dada pela FCSH/NOVA sobre a reserva de uma sala que possa receber uma turma com este número de alunos.

Quero agradecer a todos os que ajudaram na divulgação deste curso, em especial aos convidados Carlos Natálio, José Bértolo, Miguel Patrício e Sérgio Dias Branco.

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Queria também fazer um ponto da situação no que diz respeito aos Cursos Livres da FCSH/NOVA: os seis que até agora organizei viram esgotadas as suas inscrições, dos cursos práticos resultaram – até ver – cerca de três dezenas de filmes que circularam por festivais de cinema de renome internacional, tais como IndieLisboa, Doclisboa e Curtas Vila do Conde. Envolveram dezenas de convidados, em que se contaram nomes como Adrian Martin, Cristina Álvarez López, Tiago Baptista, André Príncipe, Cláudia Varejão e Margarida Leitão.

As aulas prestadas nestes cursos são remuneradas, e este ano procurámos nomeadamente no ABC do Cinema aproximar o valor por hora aos valores praticados pela FCSH/NOVA para professores doutorados. É um ponto de honra para mim neste momento garantir que o trabalho seja devidamente pago e que o trabalho dos alunos tenha a projecção devida, muito para lá das quatro paredes da faculdade.

Contudo, os Cursos Livres não são meios de subsistência para ninguém. O trabalho envolvido na divulgação é exigente e dispendioso. O sucesso dos cursos – apesar de até hoje ser notório – envolve não só muito trabalho de divulgação (feita sem um apoio institucional que dê garantias) como um investimento oneroso da nossa parte, formadores. Por outro lado, somos investigadores em que as oportunidades de vermos o nosso trabalho remunerado são menos que diminutas. As faculdades privilegiam a contratação por interesse, “à medida”, não valorizando suficientemente quem tem espírito de iniciativa, quem dá a pele pela investigação e quem investe na criação de novos currículos académicos ou quem procura alargar os mais tradicionais campos do saber.

Posto isto, este é o contexto pessoal e profissional que envolve todos estes sucessos no âmbito de Cursos Livres mais ou menos “assistémicos” a que nos vamos agarrando. Falo de mim, mas não estou só: há uma geração de investigadores, recém-doutorados, com provas dadas, que sofre na pele as consequências deste estado de coisas. Pensar que as oportunidades se vão gerar por causa da qualidade do nosso trabalho – mesmo que esta qualidade seja secundada pela própria Universidade Portuguesa – é ser-se terrível e fatalmente ingénuo neste meio. Resta-nos abraçar a leccionação e a investigação – as nossas paixões – como quem abraça uma causa ou como quem participa num Movimento de Resistência. Mas, pergunto, resistência contra quê ou contra quem, exactamente?

 

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ABC do Cinema – Uma História dos Conceitos

Datas: 22 de Janeiro a 6 de Fevereiro | Terças, quartas e quintas-feiras, das 18h00 às 21h00 | 30 de Janeiro das 17h00 às 21h00.

Local: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

Professora Responsável: Professora Doutora Margarida Medeiros.

Formador:

Luís Mendonça – Doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Tem mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, sob orientação do Professor João Mário Grilo. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar/Vazio (2010). É investigador no ICNOVA da FCSH/NOVA.

Convidados:

Carlos Natálio – Com formação nas áreas do Direito, Cinema e Ciências da Comunicação, tem exercido sobretudo actividade nas áreas da crítica de cinema, programação e investigação. Fundou em 2012 o site de cinema português, À pala de Walsh e mantém desde 2009 o seu blogue Ordet, onde escreve sobre cinema, cultura contemporânea e arte. É membro da AIM: Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e co-editor da revista Aniki- Revista Portuguesa de Imagem em Movimento. Interessado na relação entre cinema e pedagogia, área na qual prepara a sua dissertação de doutoramento, tem colaborado desde 2015 com a associação Filhos de Lumière. Escreveu em 2016, no âmbito do projecto CinEd- European Cinema Education for Youth, o caderno pedagógico dedicado a O Sangue, de Pedro Costa. Em 2017 co-editou o livro O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh. No prelo está também o caderno pedagógico dedicado ao filme Aniki-Bóbó de Manoel de Oliveira.

José Bértolo – Desenvolve o doutoramento no Programa Internacional em Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (oferecido em parceria com a Universidade Católica de Lovaina e a Universidade de Bolonha), com uma bolsa da FCT para um projecto sobre espectralidade no cinema português, em particular em Paulo Rocha, Manoel de Oliveira, João Pedro Rodrigues e Pedro Costa. Enquanto investigador do Centro de Estudos Comparatistas da FLUL, trabalha nas áreas dos estudos fílmicos e dos estudos interartes, com particular incidência em questões de narrativa, representação e figuração, ontologia e materialidade das imagens. Colaborou como docente de Análise Fílmica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, editou com Clara Rowland A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015) e publicou Imagens em Fuga: Os Fantasmas de François Truffaut (Documenta, 2016) e Sobreimpressões: Leituras de Filmes (Documenta, 2018).

Miguel Patrício – É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), onde também terminou o mestrado em Cinema e Televisão com uma dissertação sobre cineastas japoneses dos anos 60 e 70 intitulada “Sístoles e Diástoles: Uma Perspectiva sobre a Art Theatre Guild”. Desde 2007, escreve e dirige palestras sobre cinema japonês. As suas críticas podem ser lidas online, especialmente no site À pala de Walsh e no blogue Último Filme no Universo. Artigos da sua autoria foram publicados em Kiju Yoshida: El cine como destruccíon (Buenos Aires International Independent Film Festival, 2011) ou O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra, 2017). No que diz respeito a palestras, destacam-se as que deu em Guimarães no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura) em 2013, e em Lisboa, no contexto da EAJS (European Association for Japanese Studies) de 2017. Co-fundou o núcleo de programação White Noise e a produtora independente Storylines.

Sérgio Dias Branco – É Professor Auxiliar de Estudos Fílmicos na Universidade de Coimbra, onde coordena os Estudos Fílmicos e da Imagem e dirige o Mestrado em Estudos Artísticos. É coordenador do LIPA – Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas. Como investigador, integra o Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA), colabora com o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), e é membro convidado do grupo de análise fílmica da Universidade de Oxford, “The Magnifying Class”. É presidente da Direção da AIM – Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Desenvolve uma investigação de mestrado em teologia na Universidade de Durham. Lecionou na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade de Kent, onde lhe foi atribuído o grau de doutor em Estudos Fílmicos. Co-edita duas revistas, Cinema: Revista de Filosofia e da Imagem em Movimento e Conversations: The Journal of Cavellian Studies, e é autor do livro Por Dentro das Imagens: Obras de Cinema, Ideias do Cinema (Documenta, 2016).

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Custo de inscrição: 

130 euros (público em geral), 104 euros (Sócios INATEL e ACP), 90 euros (estudantes, de qualquer grau e estabelecimento de ensino), 100 euros (antigos alunos, da FCSH/NOVA). Os custos de avaliação (facultativos): 20 euros (público em geral), 15 euros (estudantes e antigos alunos). Custo do certificado: 6 euros.

Número máximo de participantes:

30.

ECTS:

2.

Objectivos:

  • Contactar com os pontos fundamentais da história do cinema a partir de alguns dos seus conceitos-chave.
  • Articular criticamente conceitos da história do cinema, sem perder de vista as suas leituras críticas mais contemporâneas.
  • Saber relacionar teoria com a técnica cinematográfica, justapondo conceitos a soluções visuais e sonoras.
  • Aprender a construir um argumento crítico com base nalguns conceitos fundamentais, sugerindo leituras novas que mobilizem investigações futuras.
  • Saber organizar e partilhar pela escrita o pensamento em torno das imagens cinematográficas, dominando, assim, um conjunto de ferramentas de análise fílmica.

Programa:

Dizia Jean-Luc Godard que as imagens são complementos das ideias. O presente curso procura fazer da teoria e da história pontos de contacto com as obras. No sentido desta confluência, propõe-se uma história das ideias, uma abordagem do cinema a partir de alguns dos conceitos fundamentais que pensam ou fazem pensar as principais alterações estéticas e técnicas que se foram operando desde a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière até aos dias de hoje. Para o entendimento da história do cinema e de uma ontologia da imagem cinematográfica, constitui-se um pensamento crítico que põe em relação e problematiza algumas ideias cristalizadas. O mote é simples: oferecer uma leitura completa da história de alguns dos principais conceitos ligados ao pensamento das imagens cinematográficas, mas sem abdicar de uma perspectiva crítica que repensa algumas ideias feitas.

Trata-se este de um laboratório de ideias que fornece ao aluno uma bateria de conceitos que o ajudarão a moldar o pensamento crítico e científico sobre o cinema, abrindo perspectivas científicas e até artísticas. Baseado na ideia de Deleuze de que toda a filosofia é uma filosofia dos conceitos, este curso assenta num abecedário crítico, fazendo de cada ideia-força o mote para cada aula, que, por sua vez, fará uma articulação permanente entre a ideação e a prática artísticas, conjugando leitura crítica de textos sobre a imagem com exibição de excertos ou filmes inteiros considerados exemplares.

Propõe-se ainda uma chamada ao espaço da aula de bibliografia fresca sobre cada uma das correntes teóricas enunciadas. A leitura desses textos permitirá actualizar as articulações que propomos, entre o que os teóricos, críticos e realizadores (pre)disseram e as transformações que estão hoje em curso.

O nosso abecedário irá incidir sobre os seguintes quinze conceitos-chave, cada um originador de parte de uma aula: Atracções (cinema e montagem das); Autores (política dos); Câmara-caneta; Cine-olho; Cinefilia; Desktop cinema; Expandido (cinema); Fotogenia; Freeze-frame; Imagem-tempo; Jump cut; Kulechov (efeito); Pillow-shotSlow cinema; Videoclipe. Das ideias nascem imagens, das imagens nascem ideias. Este vai-e-vem produtivo constitui o fluxo de práticas deste curso.

Bibliografia:

  • AUMONT, Jacques, A Análise do Filme, Lisboa, Texto & Grafia,  2013;
  • AUMONT, Jacques, MARIE, Michel, Dicionário Teórico e Crítico do Cinema, Lisboa, Texto & Grafia, 2008;
  • BAECQUE, Antoine de, CHEVALLIER, Philippe, Dictionnaire de la pensée du cinéma, Paris, Puf, 2012;
  • GRILO, João Mário, As Lições do Cinema: Manual de Filmologia, Lisboa, Edições Colibri, 2008;
  • JOURNOT, Marie-Thérèse, Vocabulário de Cinema, Lisboa, Edições 70, 2005.

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29497074_1003260389812079_8305590839128621056_nNo próximo sábado, dia 24 de Março, às 15h00, no Príncipe Real, o À pala de Walsh vai estar na 4.ª edição do Mercado do Livro França Borges para protagonizar uma apresentação muito especial do livro O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra).

Aos três co-editores Carlos Natálio, eu e Ricardo Vieira Lisboa, que irão falar sobre o conteúdo deste livro que compila textos produzidos nos últimos 5 anos de site, junta-se o actor António Mortágua, que encarna o terno alfarrabista que dá nome ao mais recente filme de Manuel Mozos, Ramiro (2017).

O evento acontecerá em local protegido, pelo que o mau tempo não serve de desculpa para não comparecer. Pode consultar o evento de Facebook aqui.

25311274_1319102558189528_3651775595444753763_oLançamento do livro O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh na Livraria Linha de Sombra, Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, na próxima quinta-feira, às 18h30. Será apresentado por mim, pelos outros editores, Carlos Natálio e o Ricardo Vieira Lisboa, e contará ainda com a participação de Maria João Madeira (programadora da Cinemateca que é autora do prefácio desta obra). Mais informações aqui.

JE_TAIME

Modero e intervenho na conversa que se segue à derradeira sessão do ciclo Quem és tu, cinema?, na próxima quarta-feira, às 19h00, no Espaço Nimas. Depois da projecção do raríssimo filme de Maria Medeiros Je t’aime… moi non plus – Artistes et critiques, junto-me à conversa com os meus colegas editores do site À pala de Walsh, Carlos Natálio e Ricardo Vieira Lisboa, para falarmos sobre a relação da crítica de cinema com o mundo da criação e o projecto do À pala de Walsh no panorama nacional.

Anunciaremos uma novidade relacionada com o site, um objecto concebido a pensar neste Natal.